Qualquer pagamento deverá ser realizado diretamente no CNPJ da empresa ou através de link enviado pela mesma, não haverá cobrança em nome de pessoa física, advogado ou CNPJ diverso.

Como renegociar dívidas sem juros altos

Renegociar dívidas costuma ser visto como “o fim do problema”. No entanto, em muitos casos, um acordo é aceito apenas porque a parcela ficou menor, enquanto o custo total foi ignorado. Assim, o que deveria ser uma solução pode acabar virando uma nova armadilha: o prazo é estendido, encargos são adicionados e o valor final a pagar é aumentado.

Além disso, propostas são frequentemente oferecidas com pressa. Ligações e mensagens são feitas com promessas como “última chance” ou “condição exclusiva”, e a decisão é empurrada para o mesmo dia. Por isso, uma postura mais estratégica precisa ser adotada. Em vez de agir no impulso, o acordo deve ser analisado com base em números, prazos e condições escritas.

Antes de aceitar qualquer proposta, mande “NEGOCIAÇÃO” no direct e peça o checklist do que deve ser conferido.

O primeiro passo: entenda qual tipo de renegociação está sendo oferecida

Antes de comparar parcelas, o tipo de acordo precisa ser identificado. Isso porque “renegociação” é um termo genérico, e várias operações diferentes podem ser escondidas sob esse nome. Quando o tipo é entendido, o risco de aceitar algo desfavorável é reduzido.

Na prática, uma renegociação pode ser:

  • Parcelamento do atraso: o valor em atraso é parcelado, e as parcelas “normais” continuam existindo.
  • Alongamento do contrato: o prazo é estendido para reduzir a parcela, mas o total pago pode aumentar.
  • Refinanciamento: um novo contrato é criado, e a dívida antiga é “substituída” por uma nova operação.
  • Acordo com desconto real: o saldo é reduzido, mas condições específicas são impostas (entrada alta, prazo curto, etc.).

Além disso, uma proposta pode misturar mais de um tipo. Por exemplo, a parcela pode ter sido reduzida com alongamento e, ao mesmo tempo, um novo seguro pode ter sido incluído. Por isso, a proposta deve ser lida com cuidado e comparada com o contrato atual.

Se você recebeu uma proposta e não entendeu “o que mudou”, mande “ANALISAR PROPOSTA” no direct e peça orientação antes de assinar.

Regra de ouro: parcela menor não significa acordo melhor

Esse é o erro mais comum: uma parcela menor é vista como vitória. No entanto, o financiamento pode ter sido empurrado para mais meses, o que faz o custo total crescer. Assim, um alívio imediato é sentido, mas o preço é pago no futuro.

Por isso, duas perguntas precisam ser feitas antes de qualquer decisão:

  1. Quanto eu vou pagar no total?
  2. Qual é a taxa/encargo que está sendo aplicada agora?

Se essas respostas não forem dadas de forma clara, o acordo não deve ser aceito. Além disso, quando a informação não é oferecida espontaneamente, isso pode indicar falta de transparência.

Checklist do acordo: o que deve ser conferido para evitar juros altos

1) O valor final total deve ser calculado

O valor final total precisa ser tratado como “o número principal”. Para isso, a soma de todas as parcelas do acordo deve ser feita. Esse cálculo simples costuma revelar a verdade por trás da parcela menor.

Por exemplo, quando um contrato é alongado, a parcela cai, mas mais meses de juros são pagos. Assim, uma proposta que parece “mais leve” pode custar muito mais.

O que deve ser pedido:

  • total de parcelas do acordo
  • valor de cada parcela
  • entrada (se houver)
  • qualquer “parcela intermediária” ou taxa adicional

Quer uma forma rápida de conferir isso? Mande “TOTAL” no direct e solicite o passo a passo de cálculo do valor final.

2) A taxa, o CET e os encargos precisam ser identificados

Muitos acordos não informam claramente a taxa aplicada. Nesse caso, o consumidor fica “no escuro”. Além disso, encargos podem ser adicionados com nomes genéricos, como “serviços”, “taxa administrativa” ou “despesas operacionais”.

O que deve ser exigido por escrito:

  • taxa (mensal e anual, quando aplicável)
  • CET (quando existir formalização de novo contrato)
  • multas e juros em caso de atraso no novo acordo
  • custo de tarifas e seguros

Quando esses pontos não são detalhados, o acordo pode ser assinado sem que seu custo real seja conhecido. Isso não deve acontecer.

3) Tudo deve ficar por escrito (sempre)

Uma regra simples precisa ser aplicada: se não está no papel, não existe. Promessas verbais podem ser esquecidas ou interpretadas de outra forma. Portanto, o acordo deve ser enviado por escrito, com valores e prazos claros.

Além disso, prints e mensagens devem ser guardados. Quando isso é feito, a segurança aumenta, e discussões futuras ficam menos prováveis.

Antes de assinar, mande “POR ESCRITO” no direct e peça uma lista do que deve constar em qualquer acordo.

4) O que muda no contrato atual deve ser comparado

Um acordo só pode ser avaliado quando ele é comparado com o cenário atual. Por isso, os dois lados precisam estar claros:

  • quanto falta pagar hoje
  • quanto será pago após o acordo
  • qual é o novo prazo
  • se novas garantias foram inseridas
  • se seguro/tarifa foi adicionada

Sem essa comparação, uma decisão tende a ser tomada com base em sensação, e não em dados.

5) Cuidado com “taxas escondidas” e serviços acoplados

Em algumas renegociações, serviços são acoplados para “viabilizar” o acordo. No entanto, isso pode inflar o custo. Por exemplo, seguros, assistências e tarifas podem ser adicionados, e o consumidor pode acreditar que “é normal”.

Por isso, uma pergunta precisa ser feita de forma direta:

  • “Esse seguro/tarifa é obrigatório? Posso recusar?”

Se a recusa não for permitida, isso deve ser questionado e analisado com cuidado.

Quando várias dívidas existem, é comum tentar negociar tudo de uma vez. No entanto, isso pode travar o orçamento e aumentar a chance de atraso. Por isso, uma estratégia por prioridade costuma ser mais eficiente.

Em geral, a ordem de “dano” costuma ser:

  1. Cartão de crédito e cheque especial (juros muito altos)
  2. Empréstimos pessoais com taxas elevadas
  3. Financiamentos (dependendo da taxa e do saldo)

Ainda assim, cada caso deve ser analisado com base no custo real. O importante é que uma dívida cara não continue consumindo o orçamento enquanto se negocia outra menos cara.

Se você quer ajuda para definir prioridade, mande “PLANO” no direct e descreva em 1 linha quais dívidas você tem (cartão/financiamento/empréstimo).

Como evitar cair em juros altos novamente após a renegociação

Um acordo só funciona quando o comportamento financeiro e o orçamento são reorganizados. Caso contrário, o risco de novas dívidas é aumentado. Por isso, algumas medidas simples devem ser aplicadas:

1) Um limite seguro de parcela deve ser definido

A parcela do acordo deve caber no orçamento sem sufocar. Quando a parcela “encaixa por milagre”, atrasos tendem a aparecer e o acordo é perdido.

Uma regra prática: se a parcela compromete uma fatia que impede gastos essenciais, o acordo deve ser refeito.

2) Gastos invisíveis devem ser identificados

Assinaturas, taxas bancárias, compras pequenas e juros recorrentes costumam somar muito. Quando isso é mapeado, dinheiro costuma aparecer. Além disso, o controle melhora e o acordo é sustentado.

3) Uma reserva mínima deve ser criada

Não precisa ser grande. Porém, quando uma reserva é criada, emergências deixam de virar dívida. Isso reduz o risco de voltar ao crédito caro.

4) Crédito caro deve ser “congelado” por um período

Se cartão/limite continua sendo usado, o acordo pode virar mais uma camada de dívida. Portanto, um período de contenção costuma ser recomendado.

Quando vale recusar a proposta e pedir outra

Nem toda proposta deve ser aceita. Em alguns casos, o “não” protege o consumidor. É recomendado recusar e pedir nova proposta quando:

  • a taxa não foi informada
  • o valor final total ficou maior sem justificativa
  • custos adicionais foram incluídos sem clareza
  • o acordo não foi enviado por escrito
  • a parcela ficou “boa”, mas o prazo explodiu

Nessas situações, a negociação deve ser retomada com critérios mais firmes.

Se te ofereceram “parcela menor” sem detalhar total, mande “ACORDO” no direct e peça orientação do que questionar.

Renegociar dívidas pode ser um recomeço, mas só quando o acordo é entendido de ponta a ponta. Parcela menor não pode ser o único critério. O valor final total precisa ser calculado, a taxa deve ser identificada e tudo deve ser documentado por escrito. Além disso, a prioridade das dívidas precisa ser definida para que o orçamento não seja travado.

Quando a renegociação é feita com estratégia, o custo pode ser reduzido e a chance de sair do ciclo de juros altos aumenta. Por outro lado, quando ela é feita na pressa, uma nova armadilha pode ser criada, e o problema apenas muda de forma.

Antes de assinar qualquer renegociação, mande “NEGOCIAÇÃO” no direct da B&G Financeira e peça uma análise do acordo e dos números.

 

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